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Storyteller: Joguinhos VS Livros OU “precisa mesmo dessa competição?”

Olá você, única pessoa que lerá isso, já que eu só mandei o link pra você e você é especial no meu coração! (<3)

Então, estou em aqui, em um domingo, ao som da música tema do Chrono Trigger tocada pela Video Games Live, depois de VÁRIOS meses sem post (ninguém sentiu falta, porque ninguém lê!) para falar de algo que talvez ninguém nem cogite, e que talvez pareça loucura, mas eu tenho certeza que você, meu amiguinho ou amiguinha que gosta daquelas paradas chamadas VIDEAGUEIMES já foi desdenhado pelo seu amiguinho ou amiguinha que não joga isso e se seu amiguinho ou amiguinha for uma pessoinha que adora ficar lendo o tempo todo (não que você não possa fazer isso e jogar VIDEAGUEIMES) já deve ter ouvido “Ah, prefiro muito mais livro. A história é melhor” (principalmente quando você tentaa falar do enrredo daquele RPG maneiro AND maroto que você marotamente zerou depois de mais de quarenta horas de jogo!), e aí eu fiquei pensando “Ok…Será que precisa mesmo dessa discussão?”.

Primeiramente quero deixar claro que adoro livros (até escrevo alguns contos de vez em quando!), tenho um sério problema para ler graças a minha total falta de disciplina (sério, eu demoro MUITO para terminar um livro. Menos quando estou inspirado, aí leio vários um atrás do outro, como quando comecei a ler Stephen King e li uns quatro ou cinco livros dele um atrás do outro e não erem nem séries), mesmo que eu não sinta a necessidade de falar isso a cada cinco minutos nas redes sociais (na boa, quanto mais você fala de livro, mas eu tenho a impressão de que você só lê pra ser legal!). Tendo isso em mente (só pra nego não chegar “AIN, MAIS VC NÉM LER E FIKA FALANDO MERDA! AFF!”), vamos ao que interessa.

JOGUINHOS VS LIVRINHOS. ROUND 1. FIGHT!

Acho que a primeira coisa que temos que levar em conta quando comparamos isso, é a imersão em uma história qualquer e isso é muito mais fácil de se fazer em um jogo do que em um livros.
A principal causa disso é que o video-game tem o que nenhuma outra mídia tem: interatividade. Não é você lendo o que o personagem fez em determinada situação, é você decidindo o que o personagem fez em determinada situação. Até mesmo uma história rasa de um jogo pode lhe causar uma irmersão imensa quando bem trabalhada. Um dos meus exemplos pessoais é a história de Mirror’s Edge, um joguinho de ação em primeira pessoa, cuja a premissa é:
“No futuro, você vive numa cidade que é totalmente vigiada por cameras e nada escapa dos olhos da lei. Nada é permitido, tudo é ilegal. Nesse mundo você é uma corredora, “agentes” que levam mensagens e outros pacotes entre os rebeldes, se movimentando por cima dos prédios, sempre correndo para não ser pega.
Sua irmã, uma policial, acaba sendo incriminada por um filme que não cometeu e sua missão é quebrar toda a conspiração em volta disso e inocentar a sua irmã”
Uma história simples demais até, mas graças a você passar por tudo que tem que passar no jogo, todas as missões, todos os desafios e etc, quando você menos percebe, essa história rasa importa pra você, você realmente se importa com a irmã da protagonista, você realmente está odiando os inimigos perto do final do jogo. Ou seja, você realmente é a protagonista.
Essa é um exemplo de história que só se sustenta em um jogo de video-game. Eu nunca ia querer ler um livro sobre uma garota que fica fazendo parkour em cima dos prédios e quer salvar a irmã injustamente incriminada. Eu desistiria antes do primeiro capítulo, tenho certeza.
Enquanto isso, o autor de um livro precisa ser realmente muito bom pra fazer você ser mais do que um expectador da parada, ele precisa saber escrever e ter uma boa história para te fazer ter total imersão naquele mundo.

JOGUINHOS VS LIVRINHOS. ROUND 2. FIGHT!
A segunda coisa a se levar em conta deve ser o desenvolvimento dos personagens. E nisso os livros ganham.
Óbviamente que ainda existe muito livro porcamente escrito que o personagem não é nem bidemensional, é unidemensional e olhe lá. Assim como também existem jogos com personagens extremamente bem trabalhados e tudos mais (Alô, Final Fantasy VI, meu amor! Eu creio que a causa disso ainda é meio que o público do video-game não é tão levado a sério pela maioria das próprias produtoras e meio que elas se apoiam muito na parte gráfica e as vezes esquecem de que um personagem bonito é muito bom e tudo mais, mas precisa de conteúdo no jogo pra manter o jogador ali. Esse meu palpite vem do fato de que, pelo menos os RPGs de antes, tinham mais preocupação na história, por não ter um gráfico potente e isso mexer mais com a imaginação do jogador. Claro que mesmo nos jogos de antigamente tinham personagens fracos pra caralho, nos RPGs eles tinham essa preocupação com a história, que meio que foi se perdendo a medida que os gráficos foram melhorando. Embora eu não esteja acopanhando essas últimas gerações de jogos ativamente (sou pobre, desculpe aí!) leio e escuto muito sobre ela e sei que finalmente essa realidade está mudando e estão usando a beleza gráfica a favor da história.
O livro tem a mesma parada dos jogos de antigamente, só que ainda mais extremo: “Ok, não temos nenhum tipo de experiência visual para o leitor, então temos que fazer os personagens passarem isso.” OU SOJA, eles precisam trabalhar mais os personagens porque o fato da falta de apoio visual para o livro, faz com que a identificação do leitor com o personagem seja mais complicada. Um personagem raso e sem conteúdo acaba afastando alguém da história, ao invés de fazer com que ela se idenfique. A menos que a pessoa também seja rasa, aí não é problema meu.

JOGUINHOS VS LIVRINHOS. ROUND 3. FIGHT!

Ok, joguinhos ganham quando o assunto é imersão na história e livrinhos ganham quando o assunto é desenvolvimento do personagem. Mas e quando a questão a ser abordada é a qualidade da história em si? Num contexto geral mesmo. Quem ganha? Bem, aí já acho que é um bom empate.
Eu posso citar uma penca de jogos onde a história é bem trabalhada, assim como posso citar uma penca quase igual de livros onde a história também é bem trabalhada.
Nos jogos, posso citar alguns como Final Fantasy V e VI (principalmente o VI), Dragon Ages: Origins, Limbo, To The Moon (que é mais um filme interativo do que um jogo, mas a história é foda pra caralho!), Half-Life 2 (que embora seja um jogo longo demais, continua tendo uma ótima história), Chrono Trigger, Chrono Cross, F.E.A.R, Resident Evil 1, 2 e 4, Metal Gear (a maioria, certeza!), Shadow Of The Collosus, Warcraft 3 (que me fez, até hoje, me sentir traído pelo protagonista no final da história!), Silent Hill 1 e 2, Fable: The Lost Chapters entre outros.
Também posso citar uma penca de livros com histórias fantásticas: Sob A Redoma, a trilogia Do Senhor Dos Aneis, O Hobbit, As Crônicas De Narnia, O Oceano No Fim Do Caminho, Tormenta: O Inimigo Do Mundo, Carrie A Estranha, Christine, A Hora Do Lobisomen , Os Sete, As Crônicas De Gelo E Fogo, O Espadachin De Carvão, a saga Harry Potter entre muitos e muitos outros.
Todos aí têm histórias maravilhosas dentro do que é proposto pela obra e todas devem ser respeitadas.

FINALIZANDO!

No fim, eu só escrevi esse texto sem pé e nem cabeça (tá bagunçado pra caralho, mas não prezo pela qualidade disso aqui, então folodasse), só para falar que você, amiguinho ou amiguinha que não curte joguinhos, parar de menosprezar os mesmos. Talvez se sente e vá jogar alguns dos títulos que coloquei aí em cima e curta uma histórinha maneira que vai fazer você ter uma visão diferente de games ou talvez não. E você, amiguinho ou amiguinha que acha que VIDEAGUEIMES são tudo no mundo, cala a boca e vai ler um livro pelo menos uma vez na vida.
Tchau, até a próxima e ABS.JPG pra vocês.

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